Especialistas em finanças estão reunidos, em Genebra, para falar da necessidade de uma mudança radical na forma como o crescimento econômico é avaliado.

A premissa do encontro é a constatação de que o Produto Interno Bruto, PIB, não pode ser a única métrica usada pelos países, pois não inclui elementos essenciais para a sobrevivência humana, como indicadores de saúde e sustentabilidade.  

Bem-estar das pessoas e do planeta 

O Pacto para o Futuro, aprovado pelos Estados-membros da ONU em 2024, destacou a necessidade de desenvolver e institucionalizar medidas de progresso que superem essa dependência excessiva do PIB.  

Em maio de 2025, surgiu o Grupo de Especialistas de Alto Nível sobre a iniciativa “Além do PIB”, que se reúne presencialmente, pela segunda vez, nesta quinta e sexta-feiras. 

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirma que o grupo tem um papel fundamental na busca pelo equilíbrio entre as dimensões econômica, social e ambiental do desenvolvimento. 

Para ele, “o bem-estar das pessoas e do planeta deve estar no centro do que medimos e valorizamos”. Guterres ressalta que medidas que complementam o PIB podem possibilitar uma mudança de paradigma na formulação de políticas, “redirecionando os esforços para o desenvolvimento sustentável e a prosperidade para todos”.

Setor de minérios no Brasil.

Desconexão entre governos e cidadãos

Em seu primeiro relatório, divulgado em novembro passado, o Grupo de Alto Nível afirmou que há um “crescente descontentamento público em diversos países, acompanhado por uma crise de saúde mental entre os jovens”.

De acordo com a análise dos especialistas, os protestos sociais e juvenis, o aumento do populismo e a diminuição da confiança nas instituições revelam uma “desconexão entre o que os governos buscam e o que os cidadãos percebem como progresso significativo”.

O grupo considera que a urgência de abordar as limitações do PIB como medida de bem-estar intensificou-se, nas últimas duas décadas, perante o aprofundamento da crise climática, o advento da pandemia de Covid-19, o aumento da desigualdade e as rápidas mudanças tecnológicas. 

O grupo ressalta que o PIB é uma métrica que valoriza demais atividades que esgotam o planeta, em vez daquelas que sustentam a vida e contribuem para o bem-estar das pessoas.

Manifestantes protestam durante a ação “Mercado do Fim do Mundo” na COP30 em Belém, Brasil.

Indicadores universalmente aplicáveis

A reunião em Genebra enfatizará como saúde, igualdade e qualidade do meio ambiente não são apenas bons para o bem-estar social, mas também contribuem de forma integral para a prosperidade econômica.

Ao todo, 14 economistas fazem parte do grupo, incluem o ganhador do prêmio Nobel, Joseph Stiglitz, o economista indiano Kaushik Basu e a especialista em ações Nora Lustig.

Os especialistas estão trabalhando na criação de um painel de indicadores universalmente aplicáveis, que equipe os governos com as informações necessárias para cumprir os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). 

A iniciativa é apoiada pela agência de comércio e desenvolvimento da ONU, Unctad, pelo Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais, Desa, pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud e pelo Gabinete Executivo do Secretário-Geral.

Source of original article: United Nations / Nações Unidas (news.un.org). Photo credit: UN. The content of this article does not necessarily reflect the views or opinion of Global Diaspora News (www.globaldiasporanews.net).

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