A Organização Mundial da Saúde, OMS, declarou que já existem mais de 500 casos suspeitos de Ebola na República Democrática do Congo, RD Congo, incluindo 130 mortes que podem estar ligadas à doença. 

A representante da agência no país africano, Anne Ancia, disse que apenas 30 casos foram confirmados até agora.

Vírus do tipo Bundibugyo

Falando da província de Ituri, ela disse a jornalistas em Genebra que os profissionais de saúde estão correndo para impedir a transmissão num cenário de rápida propagação.

Ela declarou que existe uma “incerteza significativa sobre o número de infecções e até onde o vírus se espalhou”.

A OMS está trabalhando em estreita colaboração com as autoridades e enviando rapidamente mais kits de teste para o leste da RD Congo para identificar casos. O surto está associado ao vírus do tipo Bundibugyo, uma variante do Ebola para a qual ainda não existem vacinas ou tratamentos.

Unicef/Jospin Benekire
O leste da RD Congo tem vivenciado repetidas ondas de violência e deslocamento. Na imagem, famílias abrigadas em um campo de deslocados internos na província de Ituri, em setembro de 2025

Primeiros casos

O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, declarou uma emergência de saúde pública de preocupação internacional no domingo. Ele disse estar apreensivo com a “escala e velocidade da epidemia”.

Tedros alertou que o surto de ebola pode se propagar ainda mais devido à transmissão em áreas urbanas, incluindo Kampala, no Uganda, e Goma, na RD Congo, além de infecções entre profissionais de saúde e do deslocamento populacional em larga escala causado pela insegurança e pelos conflitos no leste congolês.

Anne Ancia está em Bunia, o local onde os casos foram inicialmente detectados. Ela explicou que uma pessoa que morreu neste local e o corpo foi levado para Mongbwalu. Após os ritos fúnebres e manuseio do corpo para o funeral, a doença começou a se espalhar.  

Muitas pessoas receberam teste para a cepa Zaire do ebola e tiveram resultado negativo, o que atrasou a resposta de saúde pública. Foi somente por meio de testes na capital da RD Congo, Kinshasa, que a presença do vírus Bundibugyo foi finalmente revelada.

Contexto “altamente complexo”

A doença causa sintomas como febre, fadiga, diarreia, vômito e sangramento nasal a partir do quinto dia de infecção.

Um grupo consultivo técnico da OMS se reúne nesta terça-feira para fornecer recomendações sobre qual vacina potencial deve ser priorizada.

Segundo a especialista, pode levar meses para que uma vacina esteja disponível. Ela enfatizou que a chave para conter a transmissão está no trabalho de base dentro das comunidades para aumentar a conscientização e garantir o cumprimento das medidas sanitárias, especialmente em torno de funerais.

Anne Ancia disse ainda que a RD Congo tem um contexto “epidemiológico, operacional e humanitário altamente complexo”.

A Agência das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, afirmou que as províncias afetadas de Ituri e Kivu do Norte abrigam mais de 2 milhões de deslocados internos e retornados. A capacidade de saúde continua enfraquecida pelo conflito no país.

Source of original article: United Nations / Nações Unidas (news.un.org). Photo credit: UN. The content of this article does not necessarily reflect the views or opinion of Global Diaspora News (www.globaldiasporanews.net).

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