A Assembleia Geral da ONU realiza, nesta quinta-feira, um diálogo interativo com a oitava candidata ao cargo de secretário-geral das Nações Unidas. A embaixadora Ivonne A-Baki, do Equador, entrou na disputa pelo cargo mais alto da organização nesta segunda-feira, após ter sido indicada por Tonga.

O processo eleitoral, agora conta com três concorrentes homens e cinco mulheres. 

Experiência prévia

Ela é a atualmente membro do Conselho do Instituto Internacional da Paz e compõe o Grupo de Gestão de Conflitos de Harvard, que atua em diversas negociações ao redor do mundo.

De 2024 a 2025, A-Baki foi embaixadora do Equador na França e em Mônaco. Antes disso, serviu duas vezes como emabixadora do seu país nos Estados Unidos, de 1998 a 2002, e de 2020 a 2024. No peíodo entre 2017 e 2020, ela foi a embaixadora do Equador no Catar, Iraque, Jordânia, Líbano, Kuwait, Omã e Síria.

Ivonne A-Baki também foi assessora do presidente do Equador durante as negociações que levaram ao Acordo de Paz entre Equador e Peru em 1998.

Assim como os demais candidatos, a diplomata apresentou à presidência da Assembleia Geral um currículo, a visão para o cargo e detalhes sobre financiamento de campanha. 

Naçoes Unidas
Oito candidatos nomeados como próximo Secretário-Geral da ONU ; Ivonne A-Baki (Equador), Michelle Bachelet (Chile), María Fernanda Espinosa (Equador), Rafael Grossi (Argentina), Rebeca Grynspan (Costa Rica), Olara Otunnu (Uganda), Carolyn Rodrigues Birkett (Guiana) e Macky Sall (Senegal).

Processo eleitoral

A candidata equatoriana terá a oportunidade, assim como os demais, de interagir com Estados-membros e sociedade civil em um diálogo interativo de três horas, com transmissão ao vivo. Nesta ocasião, ela terá a chance de apresentar suas qualificações e responder perguntas. 

Até o momento, a lista de candidatos a secretário-geral da ONU, por ordem de apresentação é: Rafael Mariano Grossi, indicado pela Argentina, Michelle Bachelet, apoiada por Brasil e México; Macky Sall, apresentado por Burundi; Rebeca Grynspan, nomeada pela Costa Rica; María Fernanda Espinosa, apoiada por Antigua e Barbuda; Carolyn Rodrigues Birkett, indicada pela Guiana; Olara Otunnu, indicado por Uganda e Ivonne A-Baki, nomeada por Tonga. 

O secretário-geral da ONU é eleito pela Assembleia Geral após recomendação do Conselho de Segurança para um mandato de cinco anos com possibilidade de uma reeleição.

O atual líder da organização, António Guterres, deixa o cargo neste 31 de dezembro, após exercer dois mandatos consecutivos. 

Mais detalhes sobre os candidatos ao posto podem ser vistos nesta página da ONU.

Source of original article: United Nations / Nações Unidas (news.un.org). Photo credit: UN. The content of this article does not necessarily reflect the views or opinion of Global Diaspora News (www.globaldiasporanews.net).

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