Nascido e criado na favela da Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, Salvino Oliveira construiu o seu ativismo a partir da própria experiência com as limitações de acesso à educação de qualidade.
Criado numa família em situação de vulnerabilidade, cresceu num contexto em que muitos jovens enfrentam trabalho precoce, abandono escolar e exposição a redes criminosas.
Atuação em políticas públicas e educação
Oliveira afirma que frequentar uma das melhores escolas públicas da cidade foi decisivo para mudar a sua visão do mundo e definir o seu percurso. Aos 15 anos, já participava em projetos sociais comunitários, com o objetivo de ampliar oportunidades para outros jovens em contextos semelhantes.
Atualmente, como presidente da Comissão de Educação, Oliveira participa da reformulação do Plano Municipal de Educação do Rio de Janeiro para a próxima década. Paralelamente ao trabalho institucional, mantém iniciativas práticas voltadas para levar educação e tecnologia diretamente a jovens de comunidades menos atendidas.
Para o ativista, a integração da tecnologia no ensino é central para preparar os jovens para um mercado de trabalho em transformação, marcado pela automação e pela digitalização.
Projetos comunitários e formação tecnológica
Entre as suas principais iniciativas está o Projeto Manivela, que utiliza a tecnologia como ferramenta de transformação social nas favelas. O projeto criou centros de formação tecnológica instalados em contentores marítimos, atualmente presentes em sete comunidades do Rio de Janeiro.
Esses espaços formam cerca de 250 jovens por mês em áreas como robótica, inteligência artificial, drones, desenvolvimento de videojogos, DJing, impressão 3D, programação e design digital.
Oliveira também lançou o projeto Pacto pela Juventude, com apoio da UNESCO, que oferece formação em competências digitais e profissionais em 60 favelas da cidade. No conjunto, as iniciativas já alcançaram mais de 200 mil jovens.
Reconhecimento internacional
Pelo seu trabalho de advocacia, Salvino Oliveira foi distinguido pelo Young Activists Summit, YAS, uma plataforma global que apoia jovens defensores de direitos humanos e do ambiente.
Desde 2019, o YAS já reconheceu e apoiou 40 ativistas de diferentes partes do mundo, com o apoio de parceiros internacionais, incluindo organizações das Nações Unidas.
Foco no futuro e inclusão digital
Oliveira defende que o ensino de tecnologia desde cedo é essencial para que jovens não fiquem limitados pelo contexto social em que nasceram. Para ele, o acesso à tecnologia é um instrumento central de transformação social e um elemento-chave para reduzir desigualdades educacionais e digitais.
A sua abordagem enfatiza a escuta ativa das comunidades e das aspirações dos próprios jovens, com o objetivo de preparar novas gerações para um mundo em rápida mudança e ampliar as oportunidades de inclusão social e económica no Brasil.
Source of original article: United Nations / Nações Unidas (news.un.org). Photo credit: UN. The content of this article does not necessarily reflect the views or opinion of Global Diaspora News (www.globaldiasporanews.net).
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