Nesta quarta-feira, a ONU fez um apelo urgente pela proteção de civis em meio aos ataques aéreos israelenses e norte-americanos contra o Irã e à crescente violência e instabilidade no Oriente Médio com os ataques do Irã aos países da região.
A crise está aumentando o deslocamento das pessoas.
Ataque em escola primária
Falando a jornalistas em Genebra, a porta-voz do Escritório de Direitos Humanos da ONU, Ravina Shamdasani, relembrou o horror do ataque, no sábado, que teria matado e ferido dezenas de meninas em uma escola primária em Minab, no sul do Irã.
Ela afirmou que as imagens de mochilas com manchas de sangue são absolutamente horríveis e capturam “a essência da destruição, do desespero, da insensatez e da crueldade deste conflito.
Shamdasani disse que o chefe de Direitos Humanos da ONU, Volker Turk, ficou “profundamente chocado” e pediu uma “investigação rápida, imparcial e completa”.
A porta-voz afirmou que “cabe às forças que realizaram o ataque investigá-lo”, tornando públicas as conclusões e garantindo a responsabilização e a reparação das vítimas.
Shamdasani também enfatizou que, se for constatado que os ataques são dirigidos a civis ou bens civis, ou que são indiscriminados, eles constituem “violações graves do direito internacional humanitário e podem ser considerados crimes de guerra”.
Apagão em Teerã
A porta-voz expressou preocupação com o bem-estar dos iranianos, “dado o histórico do governo de repressão com força letal em larga escala contra aqueles que se opõem ao regime. Ela também citou novas ameaças de altos funcionários que discordam do regime.
Shamdasani pediu às autoridades que protejam as liberdades fundamentais dos iranianos e lamentou o acesso limitado da população a informações essenciais em meio a um bloqueio nacional da internet.
Desde que o conflito eclodiu, com os ataques israelenses e norte-americanos contra o Irã, Teerã respondeu com contra-ataques em Israel e outros aliados dos Estados Unidos em toda a região.
Shamdasani destacou o fato de que, além do Irã e de Israel, a violência já afetou outros 12 países, destruindo casas, empresas, aeroportos e infraestrutura energética.
Instalação nuclear de Bushehr, no Irã
Libaneses deslocados
Segundo agências de notícias, tropas terrestres israelenses entraram no sul do Líbano, após os ataques do Hezbollah ao norte de Israel.
O porta-voz da Agência da ONU para Refugiados, Acnur, Babar Baloch, disse que foram relatados deslocamentos significativos em partes do sul do Líbano, no Vale do Becá e nos subúrbios do sul de Beirute.
Ele adicionou que Israel emitiu alertas de evacuação para os moradores de mais de 53 aldeias libanesas e realizou intensos ataques aéreos nas três regiões do Líbano.
O representante do Acnur declarou que as estimativas mais recentes indicam que quase 30 mil pessoas foram acolhidas e registradas em abrigos coletivos. Na segunda-feira, muitas outras dormiram em seus carros à beira da estrada ou ainda estavam presas em engarrafamentos, saindo do sul para chegar a Beirute.
Baloch sublinhou o facto de muitos dos países afetados pelo novo conflito “já acolhem milhões de refugiados e deslocados internos”. Ele alertou que mais violência e deslocamentos podem sobrecarregar a capacidade das comunidades anfitriãs.
Temores sobre alimentos
As graves interrupções no transporte de mercadorias, devido à crescente escalada da violência na região, também estão afetando as rotas de abastecimento humanitário e aqueles que dependem delas para a próxima refeição.
Falando do Cairo, o diretor regional para o Oriente Médio e Norte da África do Programa Mundial de Alimentos, WFP, destacou as interrupções no Estreito de Ormuz e no Mar Vermelho.
Segundo Samer Abdel Jaber, esses gargalos “complicarão as rotas marítimas, causarão atrasos e aumentarão os custos da maioria das operações humanitárias que dependem dessas rotas”.
Ele declarou que com os mares disputados e o espaço aéreo fechado, a alternativa é utilizar redes de fornecedores em outros países, como Turquia, Egito, Jordânia e Paquistão, para dar suporte a corredores terrestres.
Source of original article: United Nations / Nações Unidas (news.un.org). Photo credit: UN. The content of this article does not necessarily reflect the views or opinion of Global Diaspora News (www.globaldiasporanews.net).
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