Uma parceria das Nações Unidas com a União Europeia está apoiando moradores na província de Huíla, no sul de Angola, com resiliência hídrica e agricultura familiar.

O projeto resultou na construção de uma barragem no município de Chibia apoiando mais de 5 mil pessoas. Rita, uma das moradoras, conta que precisava caminhar 3 km para buscar água para alimentar a família e irrigar as plantações.

Resiliência e comércio

Desde a inauguração da barragem de Banda Chibia, no entanto, a comunidade tem conseguido driblar a seca com plantações irrigadas e que promovem segurança alimentar.

O programa é apoiado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, FAO, em parceria com o governo de Angola e com financiamento da União Europeia. O reservatório de água atende a agricultores e pastores de rebanhos. 

O Governo de Angola lembra que a barragem é parte de uma estratégia mais ampla e integrada de resiliência hídrica, liderada pela FAO por meio do programa Fresan, Fortalecimento da Resiliência e da Segurança Alimentar e Nutricional em Angola, no sul da nação africana de língua portuguesa.

© Unicef Angola/2019/Carlos Louzada

Províncias de Cunene, Huíla e Namibe são as mais afetadas pelas alterações do clima em Angola

Longo prazo

Na comunidade, a pequena agricultora angolana, Rita, lembra que é possível plantar trigo, hortaliças, cebola, tomates que também são vendidos no comércio local. Com o dinheiro, ela consegue manter os filhos na escola e atender outros compromissos.

A FAO afirma que a visão de longo prazo para a barragem de Banda Chibia é gerar energia hidrelétrica para as comunidades, ao mesmo tempo em que fornece água para as residências e para a irrigação.

Atualmente, a barragem proporciona acesso confiável à água para mais de 5 mil pessoas irrigando 750 hectares de terra.

Ano da Mulher Rural

A agência da ONU lembra que barragens semelhantes, integradas a abordagens de Escolas de Campo para Agricultores, foram construídas para apoiar a horticultura fora de época, permitindo que os agricultores cultivem produtos de alto valor — como tomates, cebolas e alfaces — durante o ano todo.

Com o apoio da FAO, o Instituto de Desenvolvimento Agrário implementou Escolas de Campo para Agricultores, nas quais extensionistas e facilitadores comunitários auxiliaram os agricultores a testar opções inteligentes em relação ao clima. Até o momento, 7.078 agricultores — a maioria dos quais mulheres — foram formados pelo programa. 

Em 2026, a ONU marca o Ano Internacional da Mulher Rural.

Source of original article: United Nations / Nações Unidas (news.un.org). Photo credit: UN. The content of this article does not necessarily reflect the views or opinion of Global Diaspora News (www.globaldiasporanews.net).

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