Nesta segunda-feira, a Organização Internacional para as Migrações, OIM, manifestou profunda preocupação com relatos de mortes ocorridas recentemente em naufrágios, que ainda estão sendo verificados no Mediterrâneo Central.
Há receios de que centenas de pessoas tenham perdido a vida ou estejam desaparecidas.
Operações de busca e salvamento
Nos últimos 10 dias, acredita-se que vários barcos tenham naufragado em meio a temperaturas adversas que dificultam as ações de busca e salvamento. Pelo menos três naufrágios teriam culminado com 104 mortes entre sexta-feira e domingo.
Para a agência, as tragédias realçam mais uma vez os efeitos letais do contrabando e tráfico de migrantes por redes que atuam de forma impune, despachando pessoas para o mar de forma deliberada em barcos superlotados e em condições precárias.
Somente nas primeiras semanas de 2026, estima-se que tenha havido centenas de desaparecidos
Por isso, a OIM destaca a “necessidade urgente de a comunidade internacional intensificar os esforços para desmantelar essas redes criminosas e prevenir a perda de mais vidas”.
Em Lampedusa, Itália, três mortes foram confirmadas após uma operação de busca e salvamento envolvendo um barco que partiu de Sfax, na Tunísia.
Hipotermia
Uma mãe de duas meninas gêmeas mortas, de cerca de um ano de idade, disse que elas tiveram hipotermia pouco antes do desembarque. A sobrevivente é originária da Guiné Conacri.
No incidente também morreu um homem pouco depois da chegada devido à hipotermia, no que “destaca mais uma vez os riscos extremos de proteção e a vulnerabilidade enfrentados pelos que seguem nessas viagens perigosas”.
Os sobreviventes da mesma operação contaram que um outro barco partiu do mesmo local ao mesmo tempo, mas nunca chegou ao destino. Há grande preocupação de que tal embarcação possa ter se envolvido em outro naufrágio.
Mesmo com informações incompletas, a OIM tenta esclarecer o destino dos passageiros. Em Malta, um sobrevivente resgatado por um navio comercial relatou ter escapado de um naufrágio que teve pelo menos 50 desaparecidos ou mortos.
Condições de risco
Outra situação envolve uma operação coordenada pela Guarda Costeira italiana ao realizar buscas de outros barcos dados como desaparecidos ou em perigo nos últimos dias.
OIM tenta esclarecer o destino dos passageiros
Em incidente separado, pelo menos 51 pessoas teriam perdido a vida após um naufrágio na costa de Tobruk, na Líbia. Foi mais um episódio na sequência do Ciclone Harry, uma tempestade excepcionalmente violenta no mar Mediterrâneo.
A OIM alerta para o “extremo perigo” do contrabando de migrantes em embarcações precárias e superlotadas. A agência enfatiza que organizar partidas em meio a uma tempestade severa é ainda mais repreensível, pois as pessoas são conscientemente enviadas ao mar em condições de risco quase certo de morte.
Ações contra as redes de contrabando e tráfico
Somente nas primeiras semanas de 2026, estima-se que tenha havido centenas de desaparecidos, enquanto se aguarda o resultado das buscas em andamento por embarcações.
A agência afirma que o total de vítimas pode ser significativamente maior, após a morte de pelo menos 1.340 pessoas no Mediterrâneo Central.
Para a OIM é preciso intensificar de forma urgente as ações contra as redes de contrabando e tráfico de pessoas que continuam a explorar as pessoas e a colocar vidas em risco em busca de lucro.
Em paralelo à responsabilização, a agência defende mais esforços de busca e resgate para salvar vidas e garantir o desembarque seguro no Mediterrâneo Central.
Source of original article: United Nations / Nações Unidas (news.un.org). Photo credit: UN. The content of this article does not necessarily reflect the views or opinion of Global Diaspora News (www.globaldiasporanews.net).
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