A três meses do Congresso da ONU sobre Prevenção ao Crime, a acontecer em Abu Dhabi, a diretora do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, Unodc, em Viena, diz que o cenário mundial em relação ao tema nunca foi tão veloz.

As redes criminosas se tornam mais sofisticadas, interconectadas e digitais. Em entrevista à ONU News, Monica Juma frisou que a resposta global precisa evoluir na mesma medida.

Trajetória de ação e diplomacia

A ex-ministra e diplomata do Quênia, afirma que a cooperação é crucial para que os países possam enfrentar o crime nas redes. Segundo ela, nenhuma nação pode navegar nestas questões sozinha. 

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A nova chefe do Unodc defende uma diplomacia além do diálogo, mas como ferramenta estratégica de proteção. Essa abordagem envolve desde a defesa dos direitos humanos à agilidade necessária para combater crimes que atuam na velocidade da luz digital.

Monica Juma firma que o mundo vive uma era em que a inovação muitas vezes supera a governança. E nessa realidade, a tecnologia é uma “faca de dois gumes”.

Ela considera que se, por um lado, o crime organizado utiliza a inteligência artificial e o mundo digital para ampliar suas redes, por outro, existe a oportunidade sem precedentes de construir novas alianças para resposta.

© Unsplash/Mika Baumeister
Redes criminosas se tornam mais sofisticadas, interconectadas e digitais

Juma destaca o compromisso de fechar essa lacuna de governança que “exige não apenas a colaboração entre governos, mas uma parceria essencial com o setor privado, a sociedade civil e as mentes brilhantes”. O potencial é de garantir o uso da tecnologia para a proteção, e não para a exploração da dignidade humana.

Rumo a Abu Dhabi

Em 26 de setembro, os países-membros da ONU, representantes do setor privado e da sociedade civil, além de acadêmicos realizarão o Congresso das Nações Unidas sobre Prevenção ao Crime, em Abu Dhabi. O evento até 1º. De outubro pode ajudar a transformar o consenso em compromissos concretos.

A meta é não apenas discutir problemas, mas “desenhar um ecossistema de justiça que conecte investigações, perícias digitais, recuperação de ativos e assistência jurídica” contando que o sucesso do futuro comum depende dessa sinergia global.

Um mês após começar a exercer o cargo, Monica Juma a presença de jovens e mulheres nessa atuação, especialmente em sua terra natal, o Quênia, e em toda a África, é um farol de possibilidades.

Source of original article: United Nations / Nações Unidas (news.un.org). Photo credit: UN. The content of this article does not necessarily reflect the views or opinion of Global Diaspora News (www.globaldiasporanews.net).

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