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O jornalista e escritor moçambicano Tomás Vieira Mário lançou, na sexta-feira, 16 de Outubro, a sua mais recente obra, intitulada “Carta ao Meu Pai e Outras Memórias”. Através da obra, patrocinada pela empresa de telefonia Tmcel-Moçambique Telecom, o autor narra as suas vivências, desde a adolescência no meio rural em que nasceu e cresceu, na província de Inhambane, até às peripécias do seu percurso profissional, de mais de quatro décadas.

Dividido em seis capítulos ou ciclos (Nzualo, Maputo, Niassa, Lisboa, Roma e Universal), o livro, prefaciado por Almiro Lobo, é, ainda, uma homenagem aos seus pais (Florinda Namburete Pale e Mário Tene da Silva Nzualo), já falecidos, e marca a celebração dos seus 43 anos de carreira jornalística, iniciada na Rádio Moçambique, em Outubro de 1977.

Tomás Vieira Mário começou a escrever o livro na madrugada de Maio de 2009, movido, segundo contou, por uma imensa necessidade de agradecer ao seu pai e à sua mãe pela vida e pelo carinho, mas acabou por incluir a sua terra natal e a sua profissão na obra.

“Pela sua obra, considero que a minha mãe era uma feiticeira, e os crentes diriam milagreira” e “Papá, ninguém no mundo foi pai como tu” foram as frases que marcaram a intervenção de Tomás Vieira Mário, quando procurava explicar a imensurável dimensão dos seus progenitores. “Ao escrever este livro, quis realizar três objectivos, nomeadamente celebrar a vida, prestando uma singela homenagem aos meus pais; prestar um singelo tributo à minha terra natal (Nzualo), que me recebeu e criou; e prestar uma homenagem ao ofício da escrita, quer do lado da criação literária, quer do trabalho jornalístico”, explicou o autor.

Na ocasião, o presidente do Conselho de Administração da Tmcel-Moçambique Telecom, Mahomed Rafique Jusob, referiu que o lançamento do livro de Tomás Vieira Mário está inserido no compromisso assumido pela empresa, de dar o seu contributo no desenvolvimento e divulgação da arte, no geral, e da literatura, em particular.

O envolvimento da empresa, prosseguiu Mahomed Rafique Jusob, tem-se notabilizado pelo seu papel na dinamização da literatura e da cultura nacionais, o que contribui para o alargamento do espaço de debate e de interpretação da literatura e arte contemporâneas no País.

“Fomos motivados pela intenção filantrópica, mas os resultados alcançados e a tradição enraizada no panorama cultural nacional transformaram-nos em parceiros e partes relevantes da cultura e das artes. Ao longo destes anos, realizámos concursos literários, exposições artísticas e bienais, entre outras iniciativas”, disse o presidente do Conselho de Administração da Tmcel.

Por seu turno, o secretário-geral da Associação dos Escritores Moçambicanos, Carlos Paradona, falou do percurso do autor na literatura e no jornalismo, incluindo a sua passagem pelas revistas (Charrua, Tempo, entre outras) e órgãos de informação (RM-Rádio Moçambique e AIM-Agência de Informação de Moçambique) de referência.

Para Carlos Paradona, o talento e a dedicação às duas áreas (literatura e jornalismo) demonstrados, na altura, por Tomás Vieira Mário, davam claras indicações de que seria uma referência no País. “Ao longo do tempo, divulgou, sempre que pôde, os valores da cultura moçambicana. Por isso, estamos em crer que este livro ocupará o lugar que merece na galeria da nossa literatura”.

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