Dezenas de líderes mundiais se reuniram até esta sexta-feira na Cimeira sobre Sistemas Alimentares realizada em formato híbrido a partir de Nova Iorque.

Cerca de 300 declarações de compromisso foram apresentadas por representantes de governos e parceiros da sociedade civil. A ideia era promover um processo inclusivo para garantir uma maior disponibilidade de alimentos.

“Comida é vida”

O secretário-geral da ONU lamentou que comunidades e famílias ainda não tenham acesso aos alimentos no mundo. António Guterres destacou que “a comida é vida e um direito humano”, mas essa necessidade ainda não está sendo atendida.

Sistemas alimentares são essenciais para apoiar 3 bilhões de pessoas desnutridas em todo o mundo

 

O líder das Nações Unidas propõe que haja mais união para que “o mundo tenha alimentos saudáveis ​​e nutritivos disponíveis e acessíveis para todos, em qualquer lugar”.

A situação desafia nações de língua portuguesa como Angola e Moçambique. Ambos estão entre 23 pontos de fome identificados pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, e o Programa Mundial de Alimentos, PMA.

A representante da ONU em Moçambique, Myrta Koulard, ressalta que o país também não é exceção na busca de soluções. Em nível nacional aconteceram diálogos sobre o tema como parte da iniciativa global que teve 100 mil participantes.

Gases

“A cimeira de sistemas alimentares deixa claro que não pode haver conversas separadas sobre alimentos, clima, saúde, nutrição, energia e ambiente. Sistemas alimentares sustentáveis são a ferramenta-chave para o futuro de todas e todos.  Três milhões de pessoas no mundo não têm alimentação saudável. Um terço dos alimentos são perdidos ou desperdiçados. Os sistemas alimentares produzem um terço de todas as emissões de gases de efeito estufa, que causam 80% de perda de biodiversidade.”

A cúpula foi organizada para inspirar líderes mundiais no esforço para promover ações nacionais e regionais para cumprir os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ODS, para a transformação dos sistemas alimentares.

As metas globais definidas até 2030 ressaltam a eliminação da fome e pobreza, além da promoção da igualdade de gênero e da ação climática.

Na reunião, a FAO anunciou que serão precisos entre US$ 40 e US$ 50 bilhões em investimentos anuais em intervenções para acabar com a fome até 2030.

Planos

A agência quer promover diversas iniciativas de baixo custo e alto impacto “que podem ajudar centenas de milhões de pessoas a deixar de passar fome.”

Entre os participantes no movimento em favor da cúpula estiveram 100 milhões de agricultores, 100 mil jovens que sugeriram milhares de ideias para a criação do círculo verde sobre produção alimentar sustentável.

No evento de alto nível, Timor-Leste anunciou a iniciativa Desafio Fome Zero, a primeira nas ilhas do Pacífico para combater a fome. O presidente Francisco Guterres Lu-ólo mencionou o Movimento para Melhorar a Nutrição e adoção de um plano de ação para promover a segurança alimentar.

Banco de alimentos em Timor-Leste. Presidente anunciou primeira iniciativa das ilhas do Pacífico para combater a fome

 

O chefe de Estado de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, pediu um maior compromisso para se alcançar uma visão comum em uma agenda clara e na ação em favor da transformação de sistemas alimentares e realizar esse direito.

Prosperidade

As Nações Unidas destacam que sistemas alimentares são essenciais para apoiar 3 bilhões de pessoas desnutridas em todo o mundo, além de proteger a base de recursos da qual dependem meios de subsistência em escala global.

António Guterres sublinhou a urgência de promover essa transformação como “uma tarefa não somente possível, mas necessária pelo planeta, pelas pessoas e pela prosperidade”.

O chefe da ONU convocou a Cúpula em 2019 para acelerar o progresso global, ressaltando a importância de ter em conta as conexões de setores na produção sustentável de comida.  

A organização ressalta que a pandemia aumentou o número de pessoas que viviam na pobreza em até 124 milhões de pessoas no ano passado. Estima-se que cerca de 600 milhões de pessoas ainda viverão nessa situação até 2030.

Disperdício em grande escala é um dos obstáculos nas atividades para promover acesso aos alimentos

 

Source of original article: United Nations / Nações Unidas (news.un.org). Photo credit: UN. The content of this article does not necessarily reflect the views or opinion of Global Diaspora News (www.globaldiasporanews.net).

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